O mundo evolui (?), a tecnologia não para de nos surpreender, a medicina nos dá mais tempo de vida, mas contrariamente algumas coisas básicas como a família parecem perder a importância. Vivemos em um mundo tão competitivo e cheio de informações que nos geram interesses e necessidades, que acabamos deixando de lado princípios e instituições que por muito tempo balizaram a vida de nossos antepassados. Agora não tenho tempo, tenho uma reunião a qual não posso faltar, meus pais me tratam como uma criança, meus filhos não me respeitam, minha esposa só sabe reclamar, são muitas desculpas que costumeiramente ouvimos. Seriam estas as causas do distanciamento dessas pessoas com seus núcleos familiares. Pessoal, vamos acordar, a família é algo insubstituível e, quando bem cuidada, uma fonte segura de equilíbrio, de amor e indubitavelmente um remédio para sanar um enorme número de problemas, ou no mínimo um colo amigo para aqueles maus momentos. Mas tudo precisa de um pequeno esforço, a família é como uma flor, ela precisa ser cuidada, regada e adubada, e a pergunta logo surge: estamos cuidando dela ou mantemos nosso foco no sucesso pessoal e no vil metal? O afastamento dos filhos e a falta de demonstração de amor teriam alguma coisa a ver com o confronto, o desrespeito, as inseguranças e as drogas? Falta de contato com os pais faria que os filhos se sentissem abandonados, tristes e deprimidos? Desamor e falta de diálogo com o/a parceira levariam ao rompimento, traição, descontentamento com a vida? Não pretendo afirmar nada, apenas levantar alguns tópicos para reflexão (food for thought). A verdade é que somos humanos e não temos a solução para todos os problemas, mas o esforço para a manutenção de uma boa relação entre nossos parentes mais próximos não me parece algo impossível. O fracasso e a queda dos núcleos familiares em prol do “eu vencerei” estão definitivamente mudando a relação entre as pessoas e com isso o destino do mundo, e não é para melhor. Quanto a mim, quero continuar curtindo aquele delicioso nhoque da mamma, típico dos tradicionais fins de semana familiares, escutar as histórias de meu velho pai, demonstrar e passar amor para meus filhos e amar minha querida companheira. Claro, pode me chamar de old fashion, eu juro que não ligo.
Vida longa à família!