Alessandro Tommasi
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Ganhar mais dinheiro ou aproveitar melhor a vida? Talvez esta seja uma das principais dúvidas de executivos ao redor do mundo. A resposta, infelizmente, não vem na ponta do lápis. Pouca gente sabe, mas existem economistas que tentam desenvolver complexos modelos para responder esta pergunta. Mas, no fundo, tudo depende dos parâmetros usados – ou seja – da escala de prioridades de cada um.
Voltando aos modelos, uma coisa é certa – o lazer tem um custo. Na teoria você simplesmente poderia deixar de aproveitar a vida e trabalhar mais, o que possivelmente traria um retorno profissional e financeiro maior. É o que chamamos de custo de oportunidade: você abre mão de trabalhar, mas também deixa de receber por isso. Portanto, podemos afirmar que lazer tem custo.
Para chegar ao número, não é tão complicado. Depende, fundamentalmente, de dois fatores: por quantas destas horas que você abriria mão de lazer você poderia efetivamente obter uma remuneração e qual a seria esta remuneração. Aí é que está o grande problema. Na sua época de faculdade, escolher entre um estágio de seis ou quatro horas fazia pouca diferença em termos de remuneração. O lazer era, portanto, mais barato. Por outro lado, quanto mais ganhamos, mais “caro” fica o lazer. E a escolha, para muita gente, fica ainda mais difícil.
Isso ocorre mesmo sem entrar no mérito de quanto você está efetivamente gastando para se divertir. Aí já uma segunda conta que você deve levar em consideração. É neste ponto que entra o custo da passagem aérea, do hotel, da refeição diferenciada, ou qualquer outro custo incorrido para que você simplesmente se divirta. Estes Os custos podem variar muito, dependendo do seu estilo de lazer. Gastar 10 horas lendo um livro pode custar quase nada, gastar as mesmas 10 horas em um passeio de balão custa muito mais.
Independentemente dos custos, a escolha acaba indo para o nível pessoal. São inúmeras histórias de executivos de sucesso que simplesmente largaram tudo para mudar seu estilo de vida e trazer mais lazer ao seu dia -a -dia. Muitos deram certo e obtiveram a felicidade, outros não. Nesta hora, vale sempre a pena lembrar que sair de um emprego para montar um negócio próprio, tipo restaurante ou pousada, muitas vezes não aumenta o lazer. Ao contrário, são muitos casos de fracasso tanto financeiro como pessoal. Mas há as exceções que são o sonho da maioria.
O mais importante é buscar um equilíbrio. De um lado da balança, você sabe que tudo pode acabar em um piscar de olhos e você ter aproveitado muito pouco o que construiu. De outro lado, o futuro pode trazer surpresas e ter um bom colchão financeiro pode fazer toda a diferença. O trade off, ou conflito de escolha, não é fácil de ser resolvido.
Mais do que simplesmente a quantidade de lazer, nunca esqueça da qualidade. Lazer, de acordo com o dicionário, é o “tempo que sobra do horário de trabalho e/ou do cumprimento de obrigações, aproveitável para o exercício de atividades prazerosas”. E prazeroso é um adjetivo difícil de descrever.
Use seu bom senso, faça sua escolha e atinja seu equilíbrio. And enjoy it....