Sábado, 04 de Setembro de 2010      
   Ano 1 - Número 1 - Mês Março      
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  Balonismo - Redação



 Ficar mais perto do céu, voando e admirando a natureza do alto... A atração do homem pelas alturas vem de tempos remotos. Provavelmente, de 2000 anos atrás, como mostra o desenho de um balão num vaso de barro feito pelos índios Nazca e que hoje se encontra exposto no Museu de Lima, e a existência dos vários desenhos e sinalizações nos platôs dos Andes, que só são perceptíveis quando vistos de cima.

Caminhando pela linha do tempo, encontramos, em 1709, a primeira tentativa, vinda de um brasileiro, Padre Bartolomeu de Gusmão, que construiu o primeiro engenho mais leve que o ar. Chamado de “Passarola”, o pequeno balão realizou três apresentações diante da corte do Rei D. João V. Na primeira tentativa, malfadada, incendiou-se antes de alçar vôo. Na segunda, subiu cerca de 20 palmos e foi apagado pelos criados assustados com a possibilidade de um incêndio. Na terceira, finalmente, teve sucesso, erguendo-se lentamente do Pátio da Casa da Índia e voando até esgotar sua chama. Por esse feito, Gusmão recebeu do Rei o direito sobre toda e qualquer nave voadora desde então. Foi somente, porém, 74 anos depois que ocorreu o invento oficial do balonismo, com o vôo dos irmãos franceses Joseph e Etienne Montgolfier em 1783. Contando com a presença do rei Luís XVI e da rainha Maria Antonieta, cerca de 400.000 pessoas acompanharam, deslumbradas, os dois primeiros homens voadores da história. A partir daí, os balões passaram a ser utilizados para diversos fins,inclusive em guerras. Napoleão Bonaparte chegou a criar o 1o Corpo Militar de Balões para observar as movimentações do inimigo. Durante a Guerra Civil Americana (1867- 69), ambos os lados os utilizaram como posto de observação e até mesmo no Brasil foram empregados militarmente na Guerra do Paraguai.

Felizmente, porém, nem só nas guerras subiam os balões. Geógrafos, meteorologistas e zoólogos usaram-nos amplamente para mapear o mundo. Foi graças a eles também que tivemos a 1a fotografia aérea, justamente de Paris, tirada pelo fotógrafo Félix Nadar.

No Brasil, o 1o vôo aconteceu em 1885, com Edouard Heilt, que subiu, por alguns segundos, no Saco de Alferes, Rio de Janeiro. A partir de 1960, evoluções técnicas afastaram os riscos de incêndio. Atualmente, os balões modernos possuem pára-quedas interno que, quando acionado, abre um tampão no alto por onde escapa o ar quente, possibilitando uma perda de altura lenta e aterrissagem com impacto mínimo. O Primeiro Encontro Brasileiro de Balonismo deu-se em 1986, em Casa Branca (SP). No ano seguinte, foi fundada a Associação Brasileira de Balonismo (ABB), que promove, divulga e coordena as atividades de balonismo, além de organizar competições em âmbito regional, nacional e internacional (www.abb.org.br).

Atualmente, existem diversas opções de vôos turísticos; abertos para todas as idades e com estrutura montada para tornar o passeio uma aventura inesquecível! A seguir listamos algumas.

 





 



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